Resiliência

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Madre Tereza, um nome hoje conhecido em quase todo o mundo, mas que um dia não significava nada, pois madres têm muitas e Tereza, nem se fala, ate minha avó se chamava Tereza, e ate Jorge Bem Jor “tem uma nega chamada Tereza”, então podemos ver que não é o nome que temos que faz quem somos na maioria dos casos, mas as ações que fizemos ou às vezes deixamos de fazer, nos leva a ser conhecido mundo a fora.

   Madre Tereza ficou conhecida em todo mundo por boas ações que fez durante a sua vida de madre da igreja Católica como missionaria na Índia, em Calcutá, ensinado, cuidando de órfãs, de doentes, de leprosos, de idosos e todo tipo de pessoas que vinha ate ela.

   Madre Tereza era apenas Tereza antes de entrar na vida monástica, e nessa época era mais uma moça estudiosa, boa filha, excelente fiel, mas o dia que ela decidiu fazer algo para ajudar outros e não buscar seus próprios interesses, ela passou do anonimato ao lugar santíssimo em muitos altares de algumas igrejas e é constantemente citada em livros em palestras, TV, e tudo isso pelo que ela fez em vida.

   Nós somos conhecidos pelas ações que fazemos, seja ela boa ou má, pois se eu falar para você alguns nomes como: Pelé, Xuxa, Silvio Santos, Juscelino Kubitschek, irmãos cravinhos, Sócrates, Platão, Fidel Castro, Chê Guevara, Martinho Lutero, John Wesley, Michael Jackson, Caio Fabio, Aaron Sinkin, Luciano Maia, Gustavo Lino e muitos outros, talvez você vá se lembrar de alguns nomes que eu citei por saber algo que essa pessoa fez, mas tem outros que talvez não conheça, como Gustavo Lino, meu sobrinho, ainda adolescente.

   Não é o nome que temos que vai nos fazer grandes homens e mulheres conhecidos, com grandes seguidores e admiradores, mas aquilo que fazemos com nossas vidas é o que nos leva a ser diferenciado na sociedade em que vivemos, seja ela em pequena ou em grande escala, tudo vai depender quase sempre das nossas atitudes diante do que nos está proposto.

   Na bíblia tem uma parábola que conta sobre pessoas que receberam alguns talentos e alguns desses, guardaram aquele talento que lhe foi dado, talvez com medo de ser roubado, de perdê-lo. Fala também de outro que tinha um talento e foi enterrar e também conta na parábola de outro que recebeu mais talentos e que esse foi um multiplicador do que tinha, e ao final da historia, esse multiplicador de seus talentos, recebeu ainda como bônus, os talentos dos outros que não multiplicaram.

    Mas os outros que receberem um talento e o enterro ou o outro que o guardou e não soube trabalhar o seu talento, lhe foi tirado ate o que tinha, porque não foi achado nele, graça para ter talentos.

   Um dia visitando um cemitério, fiquei imaginando quantos talentos estavam ali enterrados (literalmente), quantos escritores que não escreveram livros estavam ali, quantos cantores que não cantaram; quantos médicos que nunca medicaram, porque tiveram medo de fazer o vestibular de medicina da USP, da UnB…

   Nós temos o dom de enterrar os talentos, isso é fato, pois todos nós temos ou quase todos, temos capacidade para algo, mas muitas vezes esse algo nunca se torna nada de grandioso, pois não acreditamos em nós mesmo, não cremos que podemos fazer nada, sempre achamos que a chuva só cai no terreno ao lado e por isso, às vezes, não plantamos nada.

   Existe uma organização de missões no mundo hoje, que foi fruto de três gerações passadas de pessoas que evangelizaram, de pessoas que largaram suas casas, para andar em charretes pregando o evangelho no velho oeste do Texas; Por obediência e resiliência dessa família, os Cunningham, temos no mundo hoje, uma das maiores organizações missionaria chamada Jocum.

   Os avos do fundador da Jocum, Loren Cunningham, foram pessoas que iniciaram uma trajetória de evangelização e missão com paciência e resistência, em temos remotos, de escassez de recursos, mas com grande amor e entendimento do talento que tinham, foram multiplicadores do que ganharam como dom, como talento, e hoje o Loren Cunningham é conhecido mundialmente por sua fé, por sua caminhada missionaria em todo o globo terrestre, tendo mais de 10 mil jovens sendo treinados como novos missionários por ano em todo o mundo.

   Silvio Santos um dia foi um camelô, vendendo bugigangas nas ruas de São Paulo, uma vida que quase ninguém sonha em ter, foi de onde veio e se estabeleceu hoje com muito sucesso, multiplicando os talentos que Deus lhe deu e se tornou um dos maiores empresário e artista da televisão brasileira.

   A vida de todas as pessoas que você possa conhecer de famoso e pessoas conhecidas têm problemas normais e óbvios como todos nós seres desconhecidos; todos eles têm dor de cabeça, tem duvidas, tem dividas, tem medo, tem tristeza, mas o diferencial é a forma como eles encaram a vida, como tentar olhar o mundo com olhar diferentes do grande maioria.

   Fazer sucesso não é apenas logica, ser reconhecido demora tempo, demanda persistência, demanda muita determinação com que está fazendo, com o que está sendo proposto. Não podemos desistir por um simples “não” que recebemos na vida, pois não conseguiremos agradar a todos e acredito que quem tem sucesso, tem em mente que nunca irá agradar a todos.

   Campeões precisam treinamento, resistência para o que estão fazendo, e isso se resume a determinação em continuar o que se propôs a ser feito. Não se ganha uma corrida apenas com a vontade de ganhar, mas pelos exaustivos treinos, pelas buscas de novas técnicas de corrida, por vigilância na alimentação entre outras coisas mais.

   Um dia Deus falou algo comigo que me marcou profundamente e eu nunca mais esqueci esse ensinamento; Eu estava fazendo um treinamento missionário e nesse treino, tinha algumas provas a serem feitas e uma delas, era que todos do time teriam que passar para o outro lado do campo de vôlei, através de uma espécie de rede de vôlei, armada na altura de um metro. Tínhamos que passar por entre os buracos da rede, que era um pouco largo, mas nem tanto, mas assim que um passava e usava aquele buraco, o mesmo era fechado e não se poderia usar mais aquele espaço para passar outra pessoa.

   Eu fiquei olhando de lado as pessoas fazendo a prova e pensando que não seriamos capazes de passar todos, pois não iria ter espaços vazios na rede suficiente para todos nós passarmos e que aquilo era alguma pegadinha, e falei comigo mesmo que não conseguiríamos, mas mesmo em meio as minhas duvidas e pensamentos, me vi passando por um dos buracos da rede e pouco tempo depois vi que todos passaram e completamos a prova e foi nessa hora que Deus falou comigo: VOCÊ MAL COMEÇA AS COISAS E JÁ DESISTE.

   Essa foi uma palavra tão dura quanto real na minha vida, pois eu já vinha do histórico de ter iniciado vários cursos de datilografia, (na época), cursos de computação, inicie três cursos superiores, diversos cursos a distancia, cursos de musica, cursos profissionalizantes e muitas outras coisas e nunca havia terminado nada.

   Naquele dia eu saí daquela prova mal, me sentindo a pior das pessoas do mundo, pois tinha ouvido isso de ninguém aqui da terra, mas do próprio Deus, pelo seu espirito falando ao meu coração, me ensinado e me mostrando algo que eu fazia e que nem me dava conta do que estava fazendo com minha vida.

   Quando terminei esse treinamento missionário de seis meses e fui aprovado e peguei o diploma, para mim foi uma das maiores vitorias da minha vida. Saber que tinha chegado ao final, que não tinha desistido, que tinha enfrentado as coisas de frente, mesmo com dificuldades, mesmo sem vontade de ir em frente, mas cheguei ao final, isso para mim, foi uma das melhores coisas que aconteceu em toda a minha vida, pois me deu um pontapé para uma nova perspectiva de vida sobre começar e terminar as coisas.

   Resiliência é uma palavra emprestada da química, que significa a forma como alguns materiais têm em não se acabar, mas em se transformar, mesmo enfrentando temperaturas e climas diferentes. Ter resiliência na vida é entender que o futuro está intacto e que ainda que tudo diga não, que não vai dar certo, mesmo assim devemos continuar a fazer o que esta sendo proposto, mesmo sem vontade de continuar.

Joberson Lopes,   Recife 30 de outubro de 2014.

2 pensamentos sobre “Resiliência

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