O prazer da colheita

   Nunca fui agricultor, mas estava me lembrando do tempo que morei em uma chácara e que tivemos que plantar milho e foi um pouco cansativo fazer isso,mas foi prazeroso algum tempo depois, ver os milhos crescendo.
   
   Quando plantamos algo, automaticamente temos a esperança da colheita, criamos a expectativa de termos bons frutos para podermos comer, vender ou utilizar de alguma forma.

A bíblia tem muitos ensinamentos sobre a arte de semear; Diz que o que o homem semear isso ele colherá, que o que semeia pouco, pouco também colherá; que semeia contenda Deus abomina entre, outras coisas mais.

   Esses dias Eu e Ellyda temos sido “alvo” das nossas sementes, se assim podemos dizer, pois estamos em processo de mudança, de novos desafios e com isso, temos que contar com a ajuda de amigos e irmãos nessa caminhada da missão integral.

   E atreves dessa situação, Deus tem nos mostrado que semeamos coisas boas, que fizemos um bom plantio, pois agora estamos vendo os frutos desse nosso trabalho.

   Eu ouvi uma palavra vinda de Deus através de uma pessoa que gosto muito essa semana e essa pessoa muito me admira, assim disse ela, e essa admiração é pela forma com que nós agimos durante o tempo de caminhada juntos com ela na igreja. Essa pessoa não sabe, mas eu estava precisando ouvir muito do que ela me falou pelo telefone, pois eu estava em meio a uma crise existencial ministerial, se assim posso dizer.

   Poder se alegar com a colheita dessas das amizades que temos hoje, me custou muitas vezes, apenas um olhar carinhoso, outras vezes apenas um abraço de boas vindas à porta da igreja, outra vezes foi um deslocamento da minha casa ate o morro em Sobradinho, no Solar de Atenas… Foi através de gesto aparentemente insignificantes, que ganhei a confiança e o respeito dos meus amigos.

   Hoje estou colhendo apenas o que plantei com muito prazer, me relacionando com pessoas de gosto diferentes do meu, com pessoas com hábitos distintos dos meus, com posição social diferente da minha, mas objetivo de amar ao próximo como eu.

   Deus nos aproxima de pessoas que não sabemos, mas iremos levar para o resto de nossas vidas em nossas orações, em nossos corações, pois São parte do nosso corpo, mas nascido em local diferente, de cor diferente, de família diferente, mas de amor igual, de paixão parecidas, de objetivos parecidos.

   Plantar sempre vai requerer de nós tempo, dinheiro, habilidades, sorrisos, abraços, olhares, apertos de mão, choro, orações, caminhar mais uma milha, ouvir o que não gosta, comer o que não quer, sentar onde não quer, viver o que não é propriamente seu, ser escolhido, escolher o outro, amar e não ser amado, doar e não receber, abraçar e não ser abraçado, viver e não ser compreendido, mas isso faz parte da arte de plantar.

   O bom de ver os frutos do que plantamos é acreditar no futuro, é saber que não estamos dando passos totalmente errados é saber que vale apena andar mais uma milha, vale plantar.

   Eu agradeço a Deus pela oportunidade que tive de plantar na Igreja Metodista, plantar em Brasília e Recife, pois sei que fiz o que Deus confiou a mim durante esse tempo que estivemos no Brasil.

   Essa historia me traz esperança para caminhar e plantar em outras nações, sabendo que estou caminhando da melhor forma possível

“Não nos desanimemos de fazer o bem; pois a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos”
 Gálatas 6:9
Joberson Lopes 03 de fevereiro de 2013.


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